Investigando em História da Psicologia: contribuições metodológicas

Palabras clave: História da Psicologia, Memória, Metodologia, Fontes de pesquisa, Nova história

Resumen

Este artigo tem por objetivo apresentar discussões metodológicas acerca da pesquisa em História da Psicologia. Utiliza como eixo norteador da compreensão de história as perspectivas teóricas e metodológicas da Nova História. Esta, em sua crítica à história tradicional, propõe a análise das condições de construção dos fatos. Uma de suas consequências foi a ampliação do campo do documento histórico, com a utilização de outras fontes que não os textos oficiais. Na História da Psicologia, essa ampliação significou a preocupação com o caráter científico das pesquisas históricas e a reflexão sobre os modos de pensar e fazer Psicologia, considerando o contexto e as vozes daqueles que ajudaram a construi-la enquanto conhecimento e prática profissional. No caso do Brasil, diferentes iniciativas e laboratórios têm reafirmado a importância do debate sobre a organização sistemática e análise cuidadosa do material de pesquisa. Aqui são referidos brevemente alguns exemplos de investigação para demonstração deste tipo de proposta.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

Alencastro, L. F. e Novais, F. A. (Orgs.). (1997). História da vida privada no Brasil (volume 2): Império, a corte e a modernidade nacional. São Paulo: Companhia das Letras.

Almeida Júnior, J. B. (1988). O estudo como forma de pesquisa. In: M. C. M. Carvalho (Org) Construindo o saber: técnicas de metodologia científica. Campinas, Papirus, pp. 107-141.

Ariès, P. (1981). História social da criança e da família. Rio de Janeiro: LTC.

Barros, J. A. (2007). História Comparada – da contribuição de Marc Bloch à constituição de um moderno campo historiográfico. História Social. Revista da Unicamp. 13, 7-21.

Barros, J. D. (2005). O projeto de pesquisa em história. Petrópolis: Vozes.

Benjamin Jr, L. T. (1998). Pesquisa nos Arquivos da História da Psicologia Americana: um estudo de caso. In: Brozek, J; Massimi, M. Historiografia da Psicologia Moderna – versão brasileira. São Paulo: Unimarco/ Loyola, pp. 243-252.

Brozek, J. e Massimi, M. (1998). Historiografia da Psicologia Moderna – versão brasileira. São Paulo: Unimarco/ Loyola.

Bulcão, I. (2006). Investigando as Políticas de Assistência e Proteção à Infância. Psicologia e ações do Estado. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Burke, P. (1992). A revolução francesa da historiografia: a Escola dos Annales (1929-1989). São Paulo: Ed. UNESP.

Burke, P. (2003). Uma história social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Campos, R. H. F. (Org.). (2001). Dicionário Biográfico da Psicologia no Brasil – Pioneiros. Rio de Janeiro: Imago/CFP.

Campos, R. H. F; Massimi, M. (1998). Il gruppo brasiliano di storia della psicologia. Physis Rivista Internazionale di Storia della Scienza, Firenze, 35, pp. 168-170.

Carvalhaes, J. (1974). Um psicólogo no futebol: relatos e pesquisas. São Paulo: Esporte e Educação.

Centofanti, R. (2006). Os laboratórios de psicologia nas escolas normais de São Paulo: o despertar da psicometria. Psicologia da Educação, (22), 31-52.

Degani-Carneiro, F. (2016). Os batistas e os investimentos religiosos em Psicologia no Brasil: uma investigação histórica. Tese de Doutorado (em andamento), Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Dosse, F. (2003). A História em Migalhas: dos Annales à Nova História. Bauru, SP: EDUSC.

Espírito-Santo, A. A. (2016). O ISOP e a Psicologia do Esporte no Rio de Janeiro: ampliando a história de uma prática. Tese de Doutorado (em andamento), Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Goes, L. Ol. (2016). Trajetória Profissional de Gioconda Mussolini (1913-1969). Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Psicologia Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Jacó-Vilela, A. M. (2000). A constituição da Psicologia no Brasil: católicos e médicos. Projeto de pesquisa apresentado ao Programa Prociência. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Jacó-Vilela, A. M. (2001). A nova ciência, instrumento para a construção da República. In: Ana Maria Jacó-Vilela; Antônio Carlos Cerezzo; Heliana de Barros Conde Rodrigues. (Org.). Clio-Psyché Ontem: fazeres de dizeres psi na história do Brasil. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001, pp. 177-185.

Jacó-Vilela, A. M. (Org.). (2011). Dicionário Histórico de Instituições da Psicologia Brasileira. Rio de Janeiro/Brasília: Imago/CFP.

Jenkins, K. (2001). A história repensada. São Paulo: Editora Contexto.

Klappenbach, H. (2014). Acerca de la metodología de Investigación en la Historia de la Psicología. Psykhe (Santiago), 23(1), pp. 1-12.

Klappenbach, H. & Jacó-Vilela, A. M. (2016). The future of the history of psychology in Argentina and Brazil.. History of Psychology, 19 (3), p.229 - 247.

LaCapra, D. (1983). Rethinking Intellectual History: Texts, Contexts, Language. Ithaca: Cornell UP.

Le Goff, J. (1996) História e Memória. Campinas: Ed. da UNICAMP.

Le Goff, J. (1998). Uma vida para a história. Conversações com Marc Heurgon. São Paulo: UNESP.

Marconi, M. e Lakatos, E. M. (2002). Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas.

Mira y López, E. e Ribeiro da Silva, A. R. (1964). Futebol e Psicologia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Mussolini, G. (1980). Ensaios de antropologia indígena e caiçara. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Oliveira, F. M. (2009). A experiência da ISOP: a participação e visão feministas na constituição da Psicologia no Rio de Janeiro. Tese de Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social. Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Ribeiro da Silva, A. (1967). Psicologia esportiva e preparo do atleta. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.

Ribeiro da Silva, A. (1968a). Como se insere a psicologia num programa de treinamento total. DaCosta, L. P. Introdução à moderna ciência do treinamento desportivo. Brasília: Divisão de Educação Física do MEC. p. 297-307.

Ribeiro da Silva, A. (1968b). Aspectos patológicos do desporto. DaCosta, L. P. Introdução à moderna ciência do treinamento desportivo. Brasília: Divisão de Educação Física do MEC. p. 317-327.

Ribeiro da Silva, A. (1968c). O preparo do atleta. DaCosta, L. P. Introdução à moderna ciência do treinamento desportivo. Brasília: Divisão de Educação Física do MEC. p. 309-315.

Rodrigues, H. B. C. (1998). Quando Clio encontra Psyché: pistas para um (dês)caminho formativo. Cadernos Transdisciplinares, Rio de Janeiro, 1(1), pp. 33-69.

Rosa, A; Huertas, J.A. y Blanco, F. (1996). Metodología para la Historia de la Psicología. Madrid: Alianza.

Santos, A. D. (2011). Rádice, muito prazer! Crônicas do passado e do futuro da Psicologia no Brasil. Recife: ABRAPSO.

Schultz, D. P. &Schultz, S. E. (1992). História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix.

Vasconcellos, M. A. G. N. T. (2016). História da Psicologia Jurídica no Brasil e na Argentina: um estudo comparado entre Eliezer Schneider e Plácido Horas. Tese de Doutorado em andamento. Programa de Pós-graduação em Psicologia Social. Rio de Janeiro, UERJ.

Veyne, P. (1998). Como se escreve a história; Foucault revoluciona a história. Brasília: UNB.

Vieira, M. P., Peixoto, M., R. e Khoury, Y. A. (1989). A Pesquisa em História. São Paulo: Editora Atica.

Zenha, C. (2002). O Brasil de Rugendas nas Edições Populares Ilustradas. In: Topoi, Revista de História/ Programa de Pós-Graduação em História Social da UFRJ, 5, Rio de Janeiro, Editora 7 letras.

Publicado
2016-12-31
Cómo citar
Jacó-Vilela, A., Espírito-Santo, A., Degani-Carneiro, F., de Oliveira Goes, L., & Goulart, M. G. (2016). Investigando em História da Psicologia: contribuições metodológicas. Interacciones, 2(2), 123-134. https://doi.org/10.24016/2016.v2n2.39
Sección
Artículos de revisión